
Foto: Mila Petrillo

Foto: Sátiro Valença

Foto: Sátiro Valença

Foto: Sátiro Valença
Criações no universo da dança
Acho que sou como uma pedra polida pela dança, que, com sua magia encantadora, nos faz brilhar. São transformações físicas muito concretas que atingem e modificam o estado de espírito e abrem o semblante impulsionando o olhar. Danço ouvindo bem o teor das composições musicais que integram o conjunto de uma obra, formada por partes que culminam em um espetáculo.
Mesmo se danço com intuito de apenas descontrair, quando quero me refazer, alegrar, libertar, brincar ou simplesmente mudar, os ânimos parecem conspirar a favor e a dança faz uma boa diferença nessas horas.
O contato com o Teatro do Movimento me ajudou a ver ainda mais claramente as propostas de Rudolf Laban e Klauss Vianna. Descubro o quanto cada tipo de dança _codificada ou não_ está associada a diferentes gestos ou estilos, posturas, ações, memórias, sensações, sentimentos, ritmos, dramas e percepções. Tudo isso impulsiona e me instiga. As danças são possíveis de serem acessadas, umas mais outras menos, mas são perfeitamente adaptáveis, estão suscetíveis a mudanças, especialmente quando estou criando.
Essas constatações me fazem assimilar melhor a famosa afirmação Charles Darwin que diz que “não é mais forte nem o mais inteligente que sobrevive. É o mais adaptável às mudanças”.
Vejo o movimento da dança como um universo muito amplo, mas o fato de ter experimentado essa busca desde cedo me mostrou o quanto ela liberta e fortalece, independentemente do tipo de estilo,técnica ou método. Comecei a dançar na infância. Na fase adulta retornei ao universo das artes, mergulhando na dança com uma nova visão. Antes de chegar ao Teatro do Movimento, estudei Artes cênicas e experimentei três estilos de dança durante anos. Tais experiências me possibilitaram transitar pelas propostas sempre com a criatividade a mil por hora, às vezes isso até passava dos limites da minha compreensão, mas as travessias ganharam novos rumos e a capacidade de me comunicar foi ampliada de modo considerável ao somar distintas expressões artísticas. Ao longo do caminho, deparei-me com a troca de conhecimentos e o diálogo comigo mesma e com grandes pessoas. Entre elas, meus familiares, amigos, professores, alunos, diretores e artistas que me ajudaram a perceber outras maneiras de viver o presente de modo intenso. Aprendi a utilizar diferentes recursos cênicos e comportamentais associados a movimentações corporais. Tanto no meu cotidiano, quanto nos momentos de criação.
A trajetória
Comecei a dançar com seis anos. Foram sete anos de balé clássico, quatro anos de jazz, um retorno ao clássico dos 16 aos 20 anos e, a partir daí, me profissionalizei assumindo uma direção coletiva no grupo de Dança-Teatro Quem Não Tem Pão Caça o Gato, e logo depois ingressando no grupo dança contemporânea Endança, inovador em suas pesquisas de movimento.
Minha aproximação com o método do Teatro do Movimento começou na Universidade de Brasília, quando eu cursava graduação em Artes Cênicas, tendo Lenora Lobo como professora Expressão Corporal.
Inicialmente, o que me mais me encantou no trabalho da Lenora foi a aproximação que ela fazia entre a dança contemporânea e a cultura popular brasileira, algo que eu ainda não havia explorado muito. Apesar de ter dançado a vida toda, essa ausência de contato com a cultura popular me causava um incômodo profundo. Quando vi a proposta do trabalho, me senti bastante motivada para finalmente dialogar com a cultura brasileira e ainda explorar mais a minha imaginação. Lenora levava essas propostas para as aulas e, aos poucos, fui tomando mais conhecimento do método e suas possibilidades. Ingressei na Cia Alaya dois anos depois de me tornar bacharel em Artes Cênicas. Nesse período, já havia começado a montar performances para distintos tipos e personagens no âmbito teatral. Criar uma personagem para um espetáculo de dança inserido no amplo universo da cultura popular brasileira para o público em geral se deu efetivamente no grupo Alaya.
A culminância deste processo aconteceu com a montagem e a temporada do espetáculo Matracar, apresentado durante quase dois anos em Brasília e em viagens pelo Brasil. Esse foi um trabalho do qual me orgulho muito de ter participado e que me possibilitou não só experimentar a imersão no método do Teatro do Movimento, como também o cruzamento deste com outras técnicas corporais as quais eu levava na bagagem. Considero método do Teatro do Movimento como mais um importante instrumental para o desenvolvimento da criatividade no processo de orquestrar pessoas, relacionando construções individuais e coletivas, com diversos caminhos e possibilidades coreográficas. Atualmente trabalho com desenvolvimento cultural em áreas carentes, com o apoio do Teatro Newton Rossi no SESC/Ceilândia (DF). Pretendo fazer uso de todas essas experiências vivenciadas com diretores de distintas linguagens artísticas na formação e direção de novos grupos.
Encontros com teatros e movimentos
Antes de ingressar na universidade, participei de um grupo de estudos chamado: Dramatização. O grupo era formado por músicos compositores e dirigido por Ulysses X e a participação da atriz Adriana Lodi. Nosso estudo era sobre o processo de construção da linguagem artística. Após essa experiência, apresentei dois espetáculos com ajuda do grupo, com trilhas sonoras e textos originais, onde as coreografias mostravam cenas cotidianas. Os temas foram: Urbanoides e Mulheres. As cenas eram concebidas para uma atmosfera tragicômica, com o intuito de revelar o que era comum e paradoxal, unindo à plasticidade da dança a expressividade do teatro.
Ainda na universidade, a disciplina de Expressão Corporal era ministrada por Lenora Lobo. Encarei aquele momento como uma nova oportunidade de ampliar esses processos de criação iniciados anteriormente. Foi como mergulhar no processo contínuo e mutável envolto na pesquisa e na exposição de uma identidade artística.
Na primeira vez em que tive contato com o método Teatro do Movimento, concebido por Lenora Lobo, participei da vivência do Laboratório Origem com o objetivo de desvelar a identidade corporal de cada artista, conforme Lenora aponta em seu livro Arte da Composição (LGE Editora). A minha composição final na disciplina de Expressão Corporal recebeu o nome de Brasileirinho.
Parti da associação com espaços, pessoas, notícias e memórias relacionadas a tipos da cultura e da música popular. A performance apresentava inicialmente uma personagem claustrofóbica que se transformava à medida que se lançava no universo imaginário das festas populares. Na performance, usava inicialmente uma cadeira de escritório. Ao longo do trabalho, o cenário mudava. Um efeito de luz com uma gelatina de refletor submersa em uma tigela de água transparente, gerando um efeito da sombra de uma mão gigante no teto que parecia querer pegar a personagem central dentro de um aquário. As cenas se desenvolveram em uma atmosfera de sonho e vigília constantes, que se confundiam. Até que, após a leitura de um jornal, passava a utilizar uma máscara de um Pierrô, saindo do aquário.
Lembro-me de que explorei várias cenas e situações dramáticas com diferentes posturas corporais. Primeiro na cadeira como se estivesse em um quarto fechado, vazio e amplo em lugares diferentes do espaço cênico com muitas variações de velocidades, formas de equilíbrio e desequilíbrio dos movimentos largos e amplos com braços, pernas e o tronco como se tivessem vida própria querendo se soltar.
Os ensaios dessa performance foram feitos parte nas aulas da Lenora pela manhã e parte durante as noites, no local da apresentação. A performance foi ganhando mais sentido e por fim, tinha originado uma personagem que saía da clausura através e uma figura carnavalesca, estilizada e coreografada, usando uma máscara e dançando ao som de um grupo de trombonistas convidados para tocarem ao vivo a música Brasileirinho.
Foi muito gratificante construir a performance apresentada no pátio central do Centro Olímpico da Universidade de Brasília. Era a síntese e a abertura de uma nova fase no processo de composição e interpretação. Essa experiência reverberou em mim como uma das significativas conclusões no processo do curso de Artes Cênicas.
Após esse percurso, passei a atuar como professora em oficinas e Lenora Lobo me convidou para ingressar no grupo Alaya. Naquele momento eu dançava apenas em contextos educativos e agradeci o convite para pisar no espaço mítico dos teatros novamente. O teatro é um espaço que nos reporta para uma magnitude única, repleta de simbolismos e recargas dramáticas peculiares.
A busca pelo que considerava essencial veio à tona. Comecei a me flexibilizar e me expressar intensamente mais uma vez para a montagem do espetáculo Aruanazug, uma coreografia de Lina do Carmo para a Cia Alaya Dança sobre índios sem identidade e descaracterizados. Passei a interpretar o papel em busca de um novo norte existencial.
Na Serra da Capivara, no Piauí, durante o I Festival Interartes, com direção artística de Lina do Carmo, fizemos uma das apresentações mais tocantes do espetáculo, também apresentado em Goiânia e em Palmas, no Tocantins.
A apresentação do espetáculo Aruanazug na Serra da Capivara foi muito reveladora. Ensaiamos até o sol raiar e dançamos ao ar livre, em um palco armado no meio da serra, repleta de pinturas rupestres em paredões de pedra. Foi como destampar o imaginário e o inconsciente, remontar uma memória arcaica. Nos emocionamos e renascemos através da apresentação naquele lugar cheio de paisagens e mistérios. Uma celebração ritualizada. Naquele dia, me senti novamente apta para viver dançando, apesar de todas as dificuldades em se manter financeiramente um grupo de dança no Brasil.
Fomos em frente. Um ano mais tarde, começamos a montagem do espetáculo Matracar. Foi aí que tive a experiência mais forte com o Teatro do Movimento. Aconteceu durante a montagem e as apresentações do espetáculo. Passei a conhecer e reverenciar a alegria de recriar e me transformar em um corpo brincante, fundindo a magia das danças populares com a dança contemporânea, utilizando tudo o que já havia dançado na vida.
O espetáculo trazia inspirações da Dança do Boi, representada no Maranhão e nos trejeitos de tipos e personagens típicas do interior brasileiro em suas festanças e carnavais.
Foi como reverenciar as sonoridades e significados dos tambores tocados por nossos ancestrais, além de contar com alegria e a leveza das cantigas de roda e brincar com ritmo das eletrizantes matracas. Apresentamos o espetáculo ao longo de dois anos, viajando entre Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Campina Grande.
Foi como desmontar e montar um grande quebra-cabeça; representamos tipos e personagens que se articulavam com o Triângulo da Composição, proposto no método do Teatro do Movimento de modo dinâmico e incessante como a estrutura de movimento, o corpo cênico e a imaginação. Esses eram nossos parâmetros de análise, de feitio, de improvisação e fixação dos movimentos. Tudo funcionando ao mesmo tempo e distintamente. Foi magnífico. Hoje me sinto como uma fusão dessas histórias, influências, trajetórias, comunicados, muito inspirada pela diversidade de diferentes culturas e estilos de dança e pelos tipos de comunicação possibilitados pelo teatro, a música, as artes visuais e cada componente que configura o espetáculo.
O corpo dotado de movimento
Sobre o corpo dotado de movimento, ele parece mais presente, abrupto, explosivo, diluído, transformado, dependendo do tipo de movimento forte ou suave, preciso, rápido ou lento, harmonizado, ligado à dança, ritmado, percussivo, materializado até as profundezas do ser.
É possível sentir o corpo musical mesmo diante do silêncio, um todo desmembrado, repleto de sentidos e formas que fluem. Segundo o autor José Gil (O Corpo Paradoxal).”O espaço do corpo não é apenas produzido pelos esportistas ou artistas que utilizam o seu corpo. É uma realidade muito geral, presente por toda parte e nasce a partir do momento em que há investimento afetivo do corpo”.
Na poética do movimento, o corpo estende-se por dentro e para fora. É o próprio ser emanando o máximo de energia dissipada, distribuída; e o movimento na dança é sugestivo, atraente, ainda que manifeste a mais pura ternura até mesmo quando dança algo brutal, a dança ultrapassa os sentimentos, as palavras, os sentidos e pode partir de motivos, culturas e influências mais diversos.
A dança possibilita e provoca a maior descontração ao indivíduo, eleva a autoestima e passa pela devoção, adoração, desejo, devir. Na vida do ser humano, o corpo transmuta, transforma, transpira com o tempo. Na dança, acontece o mesmo. Uma vida própria se constitui, se apresenta, representa, lança, atravessa e pulsa. Dançar é viver dançando.
Para quem se dedica à dança desde que se entende por gente, torna-se um estilo de vida, uma espécie de forma de renascimento a cada dia, de revelação constante e descobertas de sensações a mais.
Difícil definir em relação à dança e as suas técnicas e inúmeros métodos qual a melhor forma de entendê-la, utilizá-la e conhecê-la. A meu ver, o único jeito é realmente dançando das mais variadas formas e fins. É com a própria prática que este mundo aponta, materializa, revela aonde o indizível chega e serve como guia. Nestes momentos, parece que as portas do inconsciente se abrem e a consciência também fica desperta como um todo orgânico e mutável.
Pontes entre o Teatro do Movimento e composição
Encaro hoje o processo de criar na dança como a necessidade de compor e assumir muitas influências e tendências de modo a me aprofundar na experiência de me desprender e me preencher física e psiquicamente.
O Teatro do Movimento facilitou o processo de criação contínua de movimentos em torno de diferentes ritmos e estilos musicais. E eu gosto de experimentar isso, reinventar movimentos derivados da dança clássica, contemporânea, do afro a demais danças populares de distintas culturas. Disponho-me a enfatizar determinados temas com gestos e partes do corpo, elegendo fontes de inspiração, livres associações e significados para as mesmas.
Após as improvisações, atualmente me interessa mais selecionar, registrar e definir o que gostaria de desenvolver, comunicar, transmitir. O movimento cênico de cada parte do corpo por si só já revela muito, já expressa uma gama infinita de possibilidades de leituras. No entanto, prefiro selecionar um assunto, uma imagem, uma memória, um determinado estado de espírito para montar uma sequência de movimentos.
Proponho-me a diferentes tipos de temáticas para construir cada uma passo a passo, selecionando músicas afins para perceber mais a poética da vida cotidiana e extra cotidiana. Me inspiro também nas imagens relacionadas à pintura, a fotografia, ao cinema e as músicas, que vão do erudito ao popular, nos mais profundos silêncios que ultrapassam os vazios ou qualquer coisa que trava e destrava.
Criar um movimento corporal hoje, dançando ou não, deixá-lo vir à tona, grande ou pequeno em uma sala de ensaio ou no escritório é como produzir um faz de conta de verdade. Acesso o Teatro do Movimento para o ato da criação com a possibilidade de desconstruir ou construir gestos, formas, posturas, sentimentos, histórias, sensações, imagens, memórias, estímulos musicais de um jeito que eu me reconheça ou que eu nunca tenha visto,feito ou sentido.
Considero o Teatro do Movimento um grande instrumental porque é como uma espécie ferramenta, um meio para se atingir fluência nas difíceis etapas que se estabelecem na composição. Creio também que o Teatro Movimento não é uma simples mágica. Funciona como uma espécie de alquimia que, com muita prática e um corpo maleável, tonificado, flexível por dentro e por fora e envolvendo todo conjunto da vida e da obra artística de cada intérprete, ator ou bailarino, se desenvolve.
Sinto a necessidade de alternar as buscas em torno de fontes de movimentos para meu desenvolvimento humano, inspirada pela fusão de diferentes estilos com o objetivo de criar e compor posteriormente com vocabulário de movimentos variados, reconhecíveis ou não com amplas interpretações. No processo de criação, vejo possíveis conexões com distintas influências e identificações. Afinal, o mundo da criação e da composição artística não tem limites e os métodos e as técnicas todas servem como meios e não como fins.
Concluo que após a minha graduação em Artes Cênicas, quando vi partes do método do Teatro do Movimento pela primeira vez, somadas às outras práticas, redescobri aprendizados e novamente pude saltar em direção a outros processos, revisitar e criar temas que pareciam adormecidos e trancados. Ganhei novamente o espaço e o método me ajudou a recuperar a minha capacidade de criar, expressar e sentir confiança e espontaneidade ao dançar; possibilitou-me revisitar e cruzar com naturalidade técnicas de movimentos distintas. Passei a criar movimentos de modo dinâmico e sintético. Minhas improvisações passaram finalmente a ganhar variedades de movimentos nos três planos de altura, em várias direções em torno do corpo e pelo espaço. Quando me impulsiono novamente em direção à liberdade extrema, que sinto ao dançar, tenho a sensação de poder voltar no tempo e resgatar minha essência primordial. Me vem um gosto maior pela vida genuína, pelo instante que vivo.
Estímulos pelo Teatro do Movimento
Praticar o Triângulo da Composição é bem estimulante e pode ser bem desordenado inicialmente.O impulso criativo leva e também se perde de sentido. Segue muitas vezes sem rumo, sem foco e, assim, às vezes não expressa. Pode ser que seja até disforme, mas, às vezes é extremamente harmônico e inspirador. Tudo depende muito das habilidades do intérprete. Com o tempo, vai ficando mais fácil perceber a cadeia de conexões ou a falta de conexões que se apresenta no Corpo Cênico, no Movimento Estruturado e no Imaginário Criativo.
Com o tempo, as três partes que constituem o Triângulo da composição começam a se redefinir em ciclos contínuos de vida e morte – ou começo, meio e fim – aliados ao modo como se interpretam essas passagens e ao aprofundamento nas vivências.
Atualmente, percebo que minhas improvisações contêm mais estes ciclos, algo que não conseguia estabelecer no primeiro momento e que ficou mais simples identificar, acessar e transmitir cada parte do Triângulo da Composição que o método sugere. Vejo-me dando continuidade aos cruzamentos com técnicas e métodos, querendo expressar o que sinto e o que posso vir a falar em cena conjugando movimentos não literais com poesias, músicas, imagens, memórias, textos dramáticos, objetos, símbolos, etc.
Determinadas técnicas são complementares. Quando passei a fazer mais uso da técnica da memória emotiva, por exemplo, provinda do estudo de teatro, meu corpo cênico ganhou ainda mais expressividade.
Percebo que o corpo mais articulado e projetado no espaço cria mais.Podemos funcionar como uma espécie única de receptáculo, catalisador, um radar que, ao mesmo tempo, gera mais autonomia ação e reação.
Com a prática e a pesquisa artística, a imaginação ganha força e parece um vulcão aliado ao movimento. A necessidade de se expressar e perceber vínculos e identificações com a história das artes e os percursos da humanidade alcança mais formas de contemplação, reflexão e questionamento. Quando crio coreografias, vejo que tenho como opção o trabalho de cada parte do Triângulo da Composição proposto no método, e posso explorá-los separadamente, tanto individualmente, quanto para a condução de um grupo, como fiz na oficina que ministrei para conclusão deste relato. E a partir da junção dos componentes propostos para a composição que concentram os Movimentos Expressivos, o Imaginário Criativo e os Movimentos Estruturados rompem-se os estados letárgicos, aniquila-se a monotonia e a languidez. Como sinais de vida em terras férteis, novos plantios de inspirações, fundamentais para uma existência mais reveladora e autêntica.
